Terça-feira, Junho 30, 2009

vou de férias



Vou ali e já volto.

...

Domingo, Junho 28, 2009

comunicado do crl - solidariedade pan-latinista com honduras

O Círculo de Revolucionários Livres vem deste modo manifestar o seu repúdio para com o golpe de Estado levado a cabo na República das Honduras neste Domingo, 28 de Junho, contra um governo democraticamente eleito.

Acreditamos que este golpe e a subsequente falsificação da declaração de renúncia do presidente Manuel Zelaya são um mau prenúncio e de um possível balão de ensaio de uma nova política de bastidores levada a cabo pelas mesmas forças ocultas que sempre impulsionaram golpes de Estado na América do Sul: leia-se os serviços secretos imperialistas dos Estados Unidos da América, certamente ainda não disciplinados por Obama…

Manifestamos também a nossa clara apreensão para com o facto de o golpe de Estado não ter afectado somente o governo de Manuel Zelaya mas também os representantes diplomáticos da Venezuela, de Cuba e da Nicarágua, que além de sequestrados foram agredidos, um acto claro de hostilidade para com representantes oficiais de países terceiros.

O Círculo de Revolucionários Livres, associação que desde a sua fundação tem demonstrado a sua solidariedade para com a República Bolivariana da Venezuela, estende a sua solidariedade ao povo das Honduras, e ao seu mandatário Manuel Zelaya, nação irmã da Venezuela e parte do grande espaço Pan-Latino que é também nosso.

Círculo de Revolucionários Livres
Lisboa, 28 de Junho de 2009

Sábado, Junho 27, 2009

de leitura obrigatória

Fome, doença e crime de Joaquim Reis.

"sabedoria perene" nº 01

coisas de fã

Quinta-feira, Junho 25, 2009

vem aí um semanário novo

"Um projecto de jornalistas, para dar voz aos cidadãos e à cidadania. Porque o pensamento único nos provoca azia.". Após as purgas nos semanários O Crime e O Diabo, as tropas (bom, algumas delas...) reunem-se no Privado, um semanário cujo apelativo subtítulo é: A Verdade Doa a Quem Doer. Infelizmente não encontrei o número zero nas bancas que frequento... espero encontrar por lá o primeiro número. Com colunistas tão dispares como Manuel Monteiro e Otelo Saraiva de Carvalho, não faltarão ódios de extimação aos críticos.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

de leitura obrigatória

A CIA e o laboratório iraniano de Thierry Meyssan (também reproduzido no blogue da AAPI e na No Media) e Irão: a mentira das "eleições roubadas" de James Petras (também no blogue da AAPI e na No Media).

Terça-feira, Junho 16, 2009

o eixo da terra mudou, e agora?

em Outubro de 2008. Este familiar referia uma teoria, desconhecida por mim, de que devido à alteração do eixo da Terra o tempo real – sentido pelo nosso organismo – já não correspondia ao tempo horário utilizado – as 24 horas do dia medidas pelo nosso relógio, daí o sentimento de cansaço mental e físico que aparentemente se alastra a toda a população do planeta e se reflecte numa manifestação global de impotência.

Fiquei a matutar nesta teoria e decidido a aprofundar a questão, dediquei os meses seguintes a visitar diversos portais, entre eles o da NASA, e achei que a temática era relevante o suficiente para lhe dedicar algumas linhas.

Ora bem, apesar da maior parte das pessoas não estar a par disso – puxei o tema com diversos colegas de trabalho, amigos e familiares e reagiram como se eu estivesse louco ou tivesse descoberto a pólvora – o eixo da terra mudou mesmo [1]. É facto comprovado cientificamente e que foi notícia inclusive em Portugal [2], será loucura da minha parte considerar que uma mudança destas no nosso planeta não terá afectado o seu campo magnético e o modo com que interagimos com o planeta? continuar a ler»»»

Segunda-feira, Junho 15, 2009

entre a chama e o bosque

Escrevo este artigo já fora de data, a intenção do editor era a de chegar a tempo do suplemento sobre o Capelo, minha mui amada e distinta freguesia. A minha intenção original passava por manter uma colaboração no campo da ficção. Tudo isso é irrelevante agora, sucede que o tempo correu e nenhuma das intenções se concretizou, nem o Heitor conseguiu o meu texto sobre o Capelo em tempo útil nem eu, também em tempo útil, redigi um novo conto fantástico para essa edição do “Avenida Marginal”.

Quando me foi sugerido escrever sobre a minha freguesia admito que, ao princípio, nada me ocorreu. Não sei porquê mas as memórias por vezes fogem-me desde que abandonei a minha terra, o cérebro enche-se de informação sobre o local onde me encontro, novos nomes, novas ruas, novas pessoas, um novo mundo a processar, um novo mundo que empurra o velho mundo (neste caso o Faial, mais precisamente o Capelo) para o inconsciente. Fiquei apreensivo, quase deprimido, mas eis que me começaram a voltar as memórias. O curioso? O editor deste jornal e a sua família fazem parte de uma boa parte das agradáveis que me foram surgindo, desde tenra idade.

O título do texto não é inocente, “entre a chama e o bosque” ocorreu-me precisamente desses convívios entre a minha família e a do editor no Parque Florestal do Capelo, entre a “chama” das fogueiras que nos assavam o jantar e o “bosque” subjacente onde brincávamos eu, o meu irmão, e os filhos do Heitor.

Recordo toda a parafernália da véspera destes convívios, temperar a carne, o esforço para imitar dentro do possível o famoso pão com alho do Frank Vargas - outra presença quase permanente nas memórias que me têm vindo a afluir – e sei lá mais o quê, o bosque (ou mata, se preferirem) complementava essa chama que por vezes nos aquecia e secava, vítimas éramos da inconstância do clima açoriano.

Já na adolescência sucedeu o que sempre sucede: o lugar anteriormente ocupado pela família é substituído pelo dos amigos. Aqui a constância das chamas e as conversas, jogos e discussões no bosque mantiveram-se e aprofundaram-se, Domingo sim Domingo não, por vezes ao Sábado, parte dos meus melhores amigos oriundos de toda a ilha – da cidade da Horta até aos Cedros – rumavam ao Capelo para a nossa comemoração, o nosso ritual, uma rotina que nunca sentimos como tal.

A chama e o bosque mantêm-se ainda na idade adulta, nos petiscos nas adegas espalhadas entre o Varadouro e o Norte Pequeno, os serões com música – alguns culminando em longos passeios nocturnos na “recta das malhas” ou mesmo no areal do Vulcão dos Capelinhos.

Fui da não-recordação à abundância de recordações, a primeira vez que me deitei num leito de musgo no Monte Queimado e ali vi o pôr-do-sol, as piscinas de pedra natural, as festas do Varadouro, o cheiro do mar na costa, o cheiro das matas dos meus tios e avós, inundo-me de sensações e quase esqueço o nevoeiro quase constante do Areeiro.

Agora o que mais recordo é o verde do bosque e a chama que sinto é a do Capelo propriamente dita, a terra que abandonei mas que permanece ali, faz-me viver livremente seguro de que, caso algum dia tudo me falhe, permanece a freguesia vulcânica como o meu último porto de abrigo.

Avenida Marginal
Ano 2, Nº 3, 29 de Maio de 2009

Segunda-feira, Junho 08, 2009

tardiamente...

Domingo, Junho 07, 2009

tarefa do momento...

...estou à meia hora a googlar os resultados das eleições, só me aparecem até ao CDS/PP... daí para baixo somos todos "Outros"... uma trend que não consigo ultrapassar nos resultados das buscas que me surgem.

"bang" #06

Quarta-feira, Junho 03, 2009

hoje acordei assim...

Sexta-feira, Maio 29, 2009

de leitura obrigatória

A nossa cruz em perigo? de Rainer Daehnhardt.

Terça-feira, Maio 26, 2009

"fazer a revolução não-violenta"

de leitura obrigatória

obra de terror impressa em papel higiénico no japão

Num país onde se acredita tradicionalmente que os fantasmas se escondem na casa-de-banho, uma companhia japonesa está a publicitar uma nova experiência literária - uma história de terror impressa em papel higiénico.

Cada rolo inclui várias cópias de uma obra de nove capítulos escrita por Koji Suzuki, o autor japonês que escreveu “O Anel”, conto de terror adaptado ao cinema tanto no Japão como em Hollywood.

“Drop”, ambientado numa casa-de-banho pública, ocupa 90 centímetros de um rolo e pode ser lido em apenas alguns minutos, de acordo com o editor, Hayashi Paper.

A companhia tem promovido o papel higiénico, que será comercializado por 210 ienes (cerca de 2 euros) o rolo, como “uma experiência de terror na sanita”.

The Associated Press (a tradução é minha)

lista antisionista

Segunda-feira, Maio 25, 2009

de leitura obrigatória

alguém disse politicamente incorrecto?

Sábado, Maio 23, 2009

"alguns já estão eleitos à partida"

ppm denuncia bilderberg

No seu blogue oficial destinado às eleições europeias o Partido Popular Monárquico (PPM) denunciou a presença de Manuela Ferreira Leite (líder do maior partido da oposição, o Partido Social Democrata – PSD) e de Manuel Pinho (ministro da Economia, Partido Socialista) na última reunião do Grupo Bilderberg na Grécia.

O elitista, capitalista e multinacional Grupo Bilderberg encontra-se uma vez por ano e reúne as principais figuras políticas e os mais relevantes executivos capitalistas bem como os principais patrões da comunicação social. A reunião deste ano decorreu na Grécia de 14 a 17 de Maio.

Até agora a lista do PPM, encabeçada pelo jornalista Frederico Duarte Carvalho, foi o único partido político português a denunciar oficialmente no seu blogue a presença de políticos portugueses na reunião.

O PPM é um pequeno partido patriótico fundado em 1974 apenas um mês após o golpe de Estado militar de 25 de Abril e entre os seus fundadores encontravam-se Francisco Rolão Preto, fundador do Movimento Nacional-Sindicalista em 1933 – os camisas-azuis portugueses, e João Camossa, cujo anarquismo patriótico é actualmente recordado pelos nacional-anarquistas portugueses.

Actualmente é um partido à margem do poder embora no passado, até 1980, tivesse sido parte dos governos da coligação da Aliança Democrática e mantivesse uma militância espalhada por todo o Portugal continental e ainda nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Nas últimas eleições o PPM elegeu dois deputados à Assembleia Nacional nas listas do PSD, Nuno da Câmara Pereira e Miguel Pignatelli Queirós, e ainda um deputado regional, Paulo Estêvão, à Assembleia Legislativa dos Açores.

Conta também com 12 eleitos municipais. Após quase uma década de coligações e de uma quase total ausência de activismo, com excepção do arquipélago dos Açores, o partido anseia a ganhar um novo fôlego iniciando-se com as eleições ao Parlamento Europeu deste ano.
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Sexta-feira, Maio 22, 2009

meo trás o eurásico "russia today" para portugal

Acabei de confirmar que a partir do dia 25 de Maio a televisão por cabo da MEO vai incluir o polémico canal Russia Today, caso não estejam familiarizados este é o 'tal' canal que noticia e entrevista figuras tão dispares e polémicas como Malik Zulu Shabazz (New Black Panther Party), Alex Jones, Norman Finkelstein e até Tiberio Graziani. Um canal a acompanhar atentamente, portanto.
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Quinta-feira, Maio 21, 2009

são nuno álvares pereira, herói e santo para o altar da pátria, pai e amigo do povo

Nenhuma outra figura nacional revestiu esta couraça – Herói e Santo! Nenhuma outra foi tão brava e forte em libertar o País; e tão generosa e amiga dos pobres.

Vivemos hoje num pleno contraste: desconsidera-se e até se suprime o ideal da Pátria; e esmaga-se a pobreza com um lauto cabedal de riqueza e bens; perante os lázaros, que jazem ao portão com os cães a lamber-lhes as feridas. E é este Portugal, que dizemos: - está no caminho certo. Fala-se em cidadania, para matar a sede e a fome.

Herói como nenhum outro, expôs a vida e montou a máquina militar na planície de Aljubarrota para derrotar drasticamente D. João de Castela, que se queria apoderar do trono de Portugal, pois casara com a nossa infanta D. Beatriz filha de el-rei D. Fernando, que contava então 13 anos de idade. Ficara a menina-rainha em Ávila, cercada de donas e donzelas em preces contínuas pelo bom êxito da campanha de seu marido (1).

O rei de Portugal não tinha mãe, nem irmã, nem esposa que rezassem por ele. Era-lhe mãe, solícita e cuidadosa no serviço de oração, como diz Fernão Lopes, “a sua mui leal e fiel servidora a cidade de Lisboa” (2).

Sabendo que era inevitável o recontro, a gente da cidade começou a fazer seus votos e procissões, “rogando muy afincadamente ao muy alto Deus e a sua preciosa Madre que hás quisesse ajudar contra seus inimigos”. No dia 15 de Agosto à tarde, enquanto o povo estava na Sé para cantar “a devota oração se Salve Regina”, como costumava fazer em todas as igrejas, chegou um mensageiro com boas novas. Confirmada na madrugada seguinte a notícia da vitória, ordenaram nesse dia uma procissão em que foram todos descalçados, levando a imagem de S. Jorge, “e asy chegaram a Santa Maria da Escada honde diserã misa e preguaçaõ e se tornaraõ muy ledos para suas casas” (3). Depois estabeleceram uma série de procissões de acção de graças que deviam celebrar-se em Lisboa “dês emtão pera todo sempre, naquela somana dAssunção da Benta Virgem” (4). Na visita ao mosteiro da Graça, haviam de dizer-se, depois do sermão, “sete misas cantadas a honra dos sete guoivos da Virgem Maria” (5). As câmaras de todo o país comemoravam anualmente a vitória de Aljubarrota, a 14 de Agosto com uma procissão solene, instituída por carta de 11 de Março de 1482, a qual foi suprimida por Filipe I e restaurada por D. João IV (provisão de 12 de Junho de 1611).

Em todos os tempos o povo e o estado e a história de Portugal, proclamaram estes factos e cultivaram a sua memória. A nível civil, é lembrada em monumentos, praças e instituições; a nível religioso, é celebrada em igrejas, imagens e associações. Figura incontornável da nossa história, importa revitalizar a sua memória e dar a conhecer o seu testemunho de vida. Para além de ser um modelo de santidade, no seguimento radical de Cristo, que “não veio para ser servido mas para servir” (Mt. 20, 28), apraz-nos pôr em relevo alguns aspectos de particular actualidade, para todos os homens e mulheres de boa vontade: Nuno Álvares Pereira foi um homem de Estado, que soube colocar os interesses da Nação acima das suas conveniências, pretensões ou carreira. Fez da sua vida uma missão, correndo todos os riscos para bem servir a Pátria e o povo.

Em tempo de grave crise nacional, optou corajosamente por ser parte da solução e, numa entrega sem limites, enfrentou com esperança os enormes desafios sociais e políticos da Nação.

Coroado de glória com as vitórias alcançadas, senhor de imensas terras, despojou-se dos seus bens e optou pela radicalidade do seguimento de Cristo, como simples irmão da Ordem dos Carmelitas. Não se valeu dos títulos de nobreza, prestígio e riqueza, para viver num clima de luxos e grandezas, mas optou por servir preferencialmente os pobres e necessitados do seu tempo.

Vivemos num tempo de crise global, que tem origem num vazio de valores morais. O esbanjamento, a corrupção, a busca imparável do bem estar material, o relativismo que facilita o uso de todos os meios para alcançar os próprios benefícios, geraram um quadro de desemprego, de angústia, de pobreza que ameaçam as bases sobre as quais se organiza a sociedade. Neste contexto, os testemunho de vida de D. Nuno constituirá uma força de mudança em favor da justiça e da fraternidade, da promoção de estilos de vida mais sóbrios e solidários e de iniciativas de partilha de bens. Será também um apelo a uma cidadania exemplarmente vivida e um forte convite à dignificação da vida política como expressão do melhor humanismo ao serviço do bem comum (6).

Para darmos uma referência às nossas Ilhas dos Açores, podemos referir que o movimento pastoral de renascimento jovem, que se situou na acção do Padre Nunes da Rosa, no Pico: Padre João Goulart Cardoso, no Faial; Padre Bulhões e Ernesto Ferreira, em S. Miguel, nos princípios do século XX, se apoiaram nesta figura modelar de jovem, pajem da Corte, homem e modelo patriota em defesa da moral pública e da Pátria em perigo. Daqui a série de imagens de Nuno Álvares que apareceram nas nossas igrejas e os movimentos juvenis que o tomaram como patrono.

Disse,

Pe. Júlio da Rosa
Horta, 26 de Abril de 2009

(1) Oliveira, Padre Miguel de; Santa Maria na História e na Tradição Portuguesa; Lisboa, 1907, pag. 53.
(2) Fernão Lopes, Crónica de D. João I, vol. II, cap. XL e XLVI.
(3) Idem.
(4) Ibidem. XLVIII.
(5) Ibidem.
(6) “Exemplo heróico em tempo de crise”; Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa por ocasião da canonização de Nuno Álvares Pereira; in “Família Carmelita”, ano XVIII, nº 63, Março de 2009, pág. 7 e seg.

Publicado no semanário Tribuna das Ilhas de 08 de Maio de 2009.

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leitura obrigatória

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Domingo, Maio 17, 2009

um homem, um povo

Este livro consiste de uma extensa entrevista levada a cabo por Marta Harnecker, socióloga e marxista chilena, a Hugo Chávez, o revolucionário e mediático presidente da República Bolivariana da Venezuela. O valor deste livro recai muito sobre o esforço da entrevistadora que em vez de repetir as perguntas habituais teve o cuidado de pesquisar todas as entrevistas já publicadas bem como obras biográficas de Chávez de modo a complementar a informação já existente e a inovar nas questões colocadas.

O resultado é este livro de leitura fácil editado pela editora portuense Campo das Letras, 224 páginas que se devoram quase de um só fôlego e que nos saciam a curiosidade relevante ao processo revolucionário em curso na Venezuela.

O que mais me impressionou nesta obra, além do cuidado documental da entrevistadora, foi o à vontade de Hugo Chávez em falar de temáticas incómodas, de apostas perdidas, de políticas que falharam, página sim página não são constantes as menções a erros do seu próprio governo, decisões erradas suas, coisas que ainda faltam fazer, outras que foram mal efectuadas, enfim, tudo aquilo que os políticos ocidentais se esforçam por ocultar, esquecer e fazer desaparecer dos seus currículos o mandatário bolivariano partilha descomplexadamente assumindo os seus erros e tentando, sempre, melhorar e evoluir.

E se os erros foram muitos, a verdade é que os sucessos também têm sido de saudar. Aqui está um livro para todos aqueles, curiosos, que desejem desvendar os altos e baixos da construção da “democracia participativa” que se encontra a decorrer na Venezuela, a primeira revolução efectuada nas urnas e na qual o exército e os militares não sucumbiram ao cliché sul-americano do golpe de Estado e da ditadura militar

14 de Maio de 2009
-» a edição brasileira desta obra encontra-se disponível gratuitamente n'As Linhas de Chávez, blogue português dedicado unicamente à tradução de textos do mandatário do povo venezuelano.


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Sábado, Maio 16, 2009

a origem luso-alemã-leonina de d. nuno álvares pereira

No Projecto Grifo, novo artigo de Rainer Daehnhardt.

Sexta-feira, Maio 15, 2009

"a mudança é possível"

Quinta-feira, Maio 14, 2009

interregno humorístico

Quarta-feira, Maio 13, 2009

uma purga dos diabos

Li a notícia de relance na revista Sábado e fui a correr ao quiosque mais próximo comprovar: o semanário O Diabo foi aparentemente vítima de uma purga interna, foram despedidas todas as jornalistas, o nome do Walter Ventura também já não consta da lista de colaboradores, e colocou-se um novo director à frente do título.
O que salta à vista no novo formato é o curioso facto de agora serem mais as imagens e fotografias publicadas do que propriamente os textos dos artigos, já sem mencionar os espaços em branco. Os únicos sobreviventes (politicamente incorrectos) são os Brandão Ferreira e Alberto João Jardim, veremos por quanto tempo.
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Sábado, Maio 09, 2009

a última música dos míticos sex pistols, já a meio do fim

a criminalização da crítica a israel

Terça-feira, Maio 05, 2009

"a la izquierda" nº 38


comunicado pela liberdade na internet

No dia 6 deste mês, terá lugar, no Parlamento Europeu, uma votação que irá afetar diretamente todos os que usam a Internet no espaço europeu, quer como divertimento, jogando online, quer comunicando com outras pessoas, via redes sociais ou blogs, quer informando-se ou participando civicamente nas suas sociedades.

As novas regras que os "senhores da Europa" querem aprovar vai permitir que os ISPs como a PT (Sapo), a Clix, a Cabovisão ou a Meo possam criar limites ao número de sites que os seus clientes (nós!) podem visitar! A mesma lei, a ser forjada nos corredores do Parlamento Europeu, permitirá que estes ISPs limitem a alguns "serviços" o nosso tipo de acesso, até agora completamente livre, dentro de certos patamares de volume de dados, de tempo e de velocidade. A lei pretende unificar o mercado das telecomunicações nos 27 Estados-membros.

A ideia parece ser a de transformar o acesso à Internet numa série espartilhada de pacotes, bem ao jeito dos "pacotes de canais" da televisão por cabo, em que a prazo teremos um pacote para aceder a mail, outro para VoIP, outro a vídeos na Internet, outros para navegar em sites, outro para conversação, outro para jogar online, etc.

A ideia é também limitar o acesso a formas de informação alternativa à apresentada pelos grandes grupos económicos, que hoje controlam todos os meios de comunicação "oficiais", e retirar audiência às formas de divulgação oficiosas que na Internet, sob a forma de "blogs" ou fontes noticiosas alternativas, conseguem ir vingando. Barrar o acesso a eles seria fácil, bastando para tal não os incluir nesses pacotes especializados, ou, simplesmente, impondo o sistema de pacotes e deixando o acesso a websites não corporativos num pacote à parte, que se teria de pagar para poder aceder.

Posto tudo isto, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO apela publicamente a todos os euro-deputados, em particular aos euro-deputados portugueses, que votem contra esta intenção, de modo a preservar a Internet enquanto um espaço de liberdade.

Segunda-feira, Maio 04, 2009

os tempos mudam, ó rapaz se mudam

Hoje não comemorei o meu 30º aniversário. Aproximam-se as loucuras da meia-idade. A banda sonora também se encontra disponível nas vozes de Bob Dylan, The Byrds, Blackmore's Night (linda), Bryan Ferry, Tracy Chapman (obrigatória), Eddie Vedder, The Beach Boys e The Hollies, mas nada de uma versão punk???


Sábado, Abril 25, 2009

7º aniversário da semana do bravo povo

Comemorou-se nos passados dias 11, 12 e 13 de Abril o sétimo aniversário da Semana do Bravo Povo. Para os menos atentos às voltas que o mundo dá, no dia 11 de Abril de 2002 sucede um golpe de Estado que retira do poder o governo de Hugo Chávez, coisa banal na América do Sul. O senão é que ao contrário do habitual o povo saiu à rua em defesa da legitimidade do governo vítima do golpe de Estado e exige a libertação do seu presidente, Hugo Chávez.

Para aqueles, que como este vosso humilde escriba, são entusiastas e estudiosos da ciência política e da sua vertente geopolítica, torna-se flagrante a influência dos serviços secretos estadunidenses em mais esta tentativa de golpe de Estado (e tantas já houve…) num Estado soberano sul-americano que não serve os interesses da potência única, do Império mundial que actualmente são os Estados Unidos da América (tenho esperança em Obama, é a nossa luz ao fundo do túnel, mas não acredito em milagres).

A embaixada da Venezuela em Portugal convidou-me para a evocação da data, bem como uma miríade de simpatizantes do país, legações diplomáticas dos restantes países da América do Sul, diversas figuras da esquerda portuguesa e ainda um destacamento de estudantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, cujo porta-voz teve direito a intervenção improvisada impulsionada pelo afável general Lucas Rincón, ministro por três vezes sob Chávez e ainda Chefe da Casa Militar, Comandante da IV Divisão Blindada e Inspector e Chefe da Força Armada (na Venezuela, ao contrário de Portugal, não existem Forças Armadas – Marinha, Aviação, etc – todas essas componentes estão agregadas numa única Força Armada). Um currículo impressionante o de Lucas Rincón, actual embaixador bolivariano para Portugal.

Já há algum tempo que não ia às actividades da embaixada, as obrigações laborais não me deixam muito tempo livre para este tipo de actividade extracurricular, embora tenha conseguido ir ao Colóquio Sobre O Legado de Agostinho da Silva: 15 Anos Após a Sua Morte (não fui o único, estiveram também presentes Maria Eduarda Rosa e o Al-Zéi, também colaboradores deste jornal e parte da engrenagem cultural da nossa ilha) na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, não estava a contar ir a esta evocação.

Mas acabei por conseguir ir, uma última missiva do companheiro Victor Liendo (adido cultural e 2º secretário da embaixada) e uma fortuita troca de folga convenceram-me a ir, e ainda bem que assim o foi. Foi uma tarde em cheio, e se já transpirávamos revolução antes mesmo do início do evento (graças a uma interessante discussão a que assisti sobre democracia e revolução entre um colaborador do jornal “Política Operária” e um da iniciativa internacional Tirem as Mãos da Venezuela, que creio ser também relações externas do PCP) com a intervenção de Lucas Rincón – é difícil não simpatizar com a sua imagem afável que de algum modo não descura a sua postura hirta, reflexo perfeito da sua figura de oficial – a moral estava em alta, de seguida assistimos ao documentário “Claves de Una Massacre” sobre a chacina ocorrida em Puente Llaguno, onde atiradores furtivos causaram o caos assassinando e ferindo manifestantes bolivarianos e também da oposição, o documentário retrata os eventos com dados filmados – a maior parte ao vivo – no local e compara-os com o que aparecei na imprensa privada gerida por alguns dos participantes do golpe de Estado bem como os comunicados de imprensa da Casa Branca ainda de George W. Bush, uma só palavra: completa falsificação, um exemplo da necessidade que é a existência de uma imprensa pluralista e independente de poderes externos, coisa que em Portugal sempre existiu – tanto no tempo do Estado Novo como após o 25 de Abril de 1974 – na comunicação social local e regional, principais bastiões da liberdade de imprensa.

Na Venezuela está a criar-se quase de raiz uma mudança revolucionária no sociedade que, pela primeira vez na História, não necessitou de qualquer apoio da imprensa nem de qualquer golpe de Estado sangrento: esta Revolução tem sido feita nas urnas e nos programas do governo, provando que é possível uma mudança pacífica por muito más que as coisas estejam.

Um pequeno aparte: esteve também presente Paulo Pinto, relações externas do nosso Partido Socialista, recordo que no último congresso do PS esteve também presente uma delegação do Partido Socialista Unido da Venezuela, fundado por Chávez. Creio que é de louvar a colaboração, embora eu a desejasse mais profunda, entre os executivos de José Sócrates e Hugo Chávez.

24 de Abril de 2009

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façamos o amor enquanto todos fazem a guerra, e eu sou soldado

Segunda-feira, Abril 20, 2009

a "revolução" em alta - chávez chega à blogosfera lusa


Gostaria de compartilhar aqui a recente estreia do blogue As Linhas de Chávez, que traduz para o português - e na integra - o blogue homónimo mantido pelo presidente venezuelano.
Uma iniciativa do Círculo de Revolucionários Livres que acrescenta ainda a isto o portal Projecto Eurásia, destinado a estudos geopolíticos. Acrescente-se que o CRL ainda edita a revista Revolução e fundou a edição portuguesa da ZNet... estes indivíduos, que são poucos e contam com a minha militância, estão realmente na crista da onda das ideias minoritárias (mas extremamente interessantes).
Pensar é preciso!

de leitura obrigatória


Mandado de despejo aos mandarins do mundo. Fora! de Paulo Borges, meu camarada no Movimento Internacional Lusófuno e director da revista Nova Águia, onde vou colaborando. Merece uma boa leitura.