Domingo, Maio 25, 2008

Salvador Allende e Hugo Chávez: parecenças e diferenças na ‘Via Nacional para o Socialismo’


Conheci e aconselhei três presidentes de esquerda, sendo estes o presidente Papandreou (Grécia, de 1981 a 1985), o presidente Salvador Allende do Chile (1970 a 1973) e o presidente Hugo Chávez.

Allende e Chávez partilham muitos objectivos estratégicos e favorecem políticas benéficas para a classe trabalhadora, o campesinato e os pobres urbanos. Levaram também a cabo programas que levaram à recuperação do controlo nacional sobre certos sectores estratégicos da economia, redistribuindo a terra (reforma agrária), deslocando o orçamento estatal de modo a favorecer programas sociais para os pobres e levando a cabo uma política independente anti-imperialista no que diz respeito às suas relações externas.

Em termos históricos e de lógica social, tanto um como o outro partilham uma crença comum nos processos constitucionais e eleitorais, num sistema multipartidário, numa economia mista e em associações comerciais, laborais e cívicas independentes.

Apesar das convergências e semelhanças entre Allende e Chávez, existem também importantes diferenças políticas, responsáveis pelas diferenças nas suas trajectórias. Chávez encaminhou-se para a mudança política antes de levar a cabo uma transformação socio-económica profunda, criando uma base constitucional sólida e um ambiente político favorável. Allende, por sua vez, aceitou o sistema político existente e implementou alterações socio-económicas radicais. O resultado, Allende deparou-se constantemente com bloqueios políticos e com obstáculos institucionais que limitaram a sua capacidade de conseguir concretizar todo o potencial das mudanças estruturais. Em contraste, as reformas políticas de Chávez originaram uma compatibilidade entre as instituições políticas e a mudança socio-económica – minimizando o obstrucionismo da oposição.

Secundariamente, o governo de Allende durou menos de 3 anos enquanto que Chávez governa há quase uma década e ainda mantém a sua popularidade. O golpe militar no Chile em Setembro de 1973 destruiu o Governo de União Popular e a ditadura militar durou 15 anos (até 1989). Na Venezuela, um golpe militar (11 para 12 de Abril de 2002) durou apenas 48 horas antes de ser derrotado e devolvido o poder a Chávez. A razão pela qual o golpe resultou no Chile e falhou na Venezuela deveu-se ao facto de Chávez ter conseguido construir uma base substancial de apoio entre os militares e ter desenvolvido uma aliança estratégica entre as massas militares e as massas populares, enquanto que Allende cometeu o erro de confiar no suposto “profissionalismo” dos militares. Tanto Allende como Chávez tiveram que enfrentar bloqueios dos ‘patrões’, tentativas por parte da classe capitalista para acabar com a economia de modo a fomentar o descontentamento e derrubar o governo. Tanto num país como no outro a massa dos trabalhadores, dos técnicos e de alguns executivos intervieram em apoio ao governo. Contudo, enquanto que Allende devolveu a esmagadora maioria das fábricas aos seus donos capitalistas, Chávez despediu 15.000 executivos e supervisores que deram origem ao bloqueio e substituiu-os por pessoas que lhe são leais. Enquanto que Allende permitiu aos generais de direita purgar os oficiais leais antes do golpe, Chávez expulsou e encarcerou os oficiais militares depois do golpe falhado.

Por outras palavras, Chávez é um realista político que compreendeu melhor que Allende os limites da democracia burguesa e que estava disposto a utilizar as prerrogativas do poder executivo para defender o governo popular democrático contra os seus inimigos oligárquicos, internos, e imperiais, externos.

Chávez vislumbra o processo de transição revolucionária, democrática e socialista com base no poder institucional e popular organizado em organizações de massas. Allende via a mudança socialista principalmente através das instituições já existentes e minimizou o papel das instituições do poder popular – dando origem a uma tensão constante entre os partidos políticos e os concelhos comunitários.

Tanto Chávez como Allende se opuseram ao imperialismo dos EUA e às suas guerras ( o Vietname nos anos 60 e 70, e o Iraque e o Afeganistão actualmente). Mas a política externa de Chávez é mais activa, promovendo a integração Latino Americana através da ALBA, o Banco do Sul e os acordos de comércio bilateral com a China, a Rússia, o Irão, o Brasil e a Argentina. Allende estava mais virado para o Pacto dos Andes, o movimento dos não alinhados e as ligações aos regimes social-democratas europeus como a Suécia e a Alemanha. Como resultado Chávez tem sido muito mais bem sucedido em isolar e derrotar diplomaticamente Washington do que Allende com os seus esforços constantes de conciliação com os EUA.

O paradoxo político é que o governo de Allende, baseado primariamente em autoprofessados partidos e sindicatos ‘marxistas’, nunca conseguiu obter uma hegemonia sobre a maior parte das massas (principalmente entre as mulheres pobres) enquanto que o presidente Chávez tem conseguido levar a cabo maiorias chavistas em 12 eleições nacionais, locais e ainda em referendos.

Durante o seu mandato o presidente Allende foi um testemunho do tempo – uma alternativa claramente democrática e socialista aos regimes clientela dos EUA. Ainda hoje as fábricas controladas pelos trabalhadores, os conselhos populares do bairro e o poder popular sob Allende servem como referências importantes para a actual transição para o socialismo na Venezuela. Mas o presidente Chávez foi muito mais longe e profundamente em algumas áreas de transformação social: criou as milícias populares, descentralizou as despesas orçamentais para os conselhos dos bairros e organizou um partido unitário e socialista de massas, de modo a evitar os conflitos intra partidários que assombraram a coligação multipartidária do governo de Allende.

Embora exista uma continuidade histórica importante entre o socialismo democrático de Allende e o socialismo do século XXI de Chávez, ambos reflectem fundações importantes na via para a libertação nacional, é claro que Chávez, muito mais que Allende, consegue vislumbrar a importância decisiva da construção de uma base de massas para o poder popular fora do âmbito restrito da arena eleitoral e parlamentar. Enquanto que Allende erradamente idealizou as instituições democráticas burguesas do Chile, atribuindo-lhes um estatuto não classicista, Chávez combina as normas democráticas da política eleitoral com a necessidade de construir organizações independentes das classes no poder. A História demonstrou, pelo menos até ver, que o realismo de Chávez tem sido muito mais eficaz na obtenção e na manutenção do poder do que o idealismo de Allende.

James Petras, In Global Research, 14 de Maio de 2008

Quarta-feira, Maio 21, 2008

unheilig - "freiheit"


Uma letra a merecer tradução, coisa que farei posteriormente e com calma.

ostara - "red honey"


Esta vai para o F.Santos para me redimir de confundir Ostara com Sol Invictus, podem ler na Synthesis uma entrevista com Richard Levy conduzida pela meu companheiro Troy Southgate.

Domingo, Maio 18, 2008

surpresa australiana


Falei com Welf Herfurth algumas horas antes do mesmo partir para a Digressão Nacional-Anarquista pela Ásia (da qual irei dando notícias quando as for recebendo) e o mesmo não me deu todas as novidades, há dias um outro camarada libertário australiano notificou-me que um dos meus artigos foi seleccionado para fazer parte dum livreto (30 páginas) doutrinário que será utilizado para formar os activistas que já participam no movimento bem como para apresentar a ideologia nacional-anarquista ao público em geral.
A revista virtual Synthesis também me agraciou com a publicação de dois artigos e três entrevistas que conduzi nos últimos dois anos.

a húngria une-se ao bom combate


Foi com prazer que tomei conhecimento da fundação do Partido Nacional-Anarquista na Hungria, um dos fundadores é Eduardo Rózsa-Flores, muçulmano descendente de iberos (não sei ao certo se portugueses ou espanhóis).
Salam irmão, bem-vindo ao bom combate!

Sexta-feira, Maio 09, 2008

rod stewart - "sailing"


I am sailing, I am sailing, home again, across the sea, I am sailing stormy waters, [...] to be free...
Volta e meia a solução cada vez mais aparenta ser comprar um naco de terra na minha nação ancestral e recomeçar a vida do zero, lá longe entre os bosques à beira mar... dúvido é que o BCP deixe...


Quinta-feira, Maio 08, 2008

iron sky - há nazis na lua


Dedico o trailer do filme Iron Sky ao ex-camarada Nonas (hehehe).

em luta contra um sistema de merda

Após o Troy Southgate me ter enviado este recorte do Spiegel no qual descrevem os incidentes ocorridos no passado 1 de Maio em Hamburgo como resultado de um confronto entre "anarquistas nacionalistas radicais de direita" e "um grupo semelhante de esquerda" fiquei curioso com esta inovação, confirmei que os Nacional-Anarquistas alemães não estiveram presentes o que apenas me deixou ainda mais curioso, afinal quem são estes "anarquistas nacionalistas"?
Um passeio pelo Google depois encontrei as fotos do evento e a página pessoal do meu ex-camarada Christian Worch (creio que a última vez que nos falamos foi há coisa de uma década, mais ano menos ano) que me pareceu estar bastante envelhecido, o que é natural numa vida de combate desgastante, mas voltando às fotos, partilhei as mais relevantes convosco:



Esta última foto recordou-me alguém... as frases de ordem, as roupas negras, a estrela como símbolo... não há como negar, os libertários nacionais vieram para ficar!
E uma vez mais os anticapitalistas e antiglobalistas não puderam marchar juntos devido ao dogmatismo e aos complexos de certa esquerda alemã... não percebem que estamos no Séc. XXI e os seus dogmas se encontram há muito ultrapassados pela realidade, anda aí uma Nova Esquerda sem dogmas e sem complexos que ainda dará muito que falar.

Quarta-feira, Maio 07, 2008

a vida a correr...

Queixo-me constantemente da falta de tempo que o mundo moderno nos permite ter para viver, viver mesmo, saborear a companhia dos que nos são queridos, as paisagens que a Mãe natureza nos granjeia, tempo para criar, para respirar, tempo para tudo. Ontem lamentei a minha falta de tempo muito mais intensamente, admito que me vieram as lágrimas aos olhos e que isso me surpreendeu, não raras vezes familiares ou alguma namorada me acusou de ser frio e insensível daí ter estranhado este momento de fraqueza ontem, normalmente lido muito bem com a morte.
Ontem faleceu um familiar, o meu tio-avô, alguém que me era muito querido mas com o qual - desde a minha tenra juventude - não se pode dizer que tenha passado muito tempo, não vos saberia dizer qual o seu livro favorito, a sua música favorita ou sequer o seu prato favorito, o que admirava no meu tio-avô era o seu estilo de vida, uma vida nos bosques, montes e vulcões da minha terra, recordo mais que tudo o seu silêncio, era raro falar daí que sempre que lhe conseguía arrancar uma palavra prestava a maior das atenções, a minha família paterna descende dos primeiros colonos flamengos dos Açores, durante um curto período os Açores foram também conhecidos pelo nome de Neue Vlaanderen (uma realidade pouco conhecida que, em tempos, os meus contactos no extinto Vlaams Blok muito gostaram de conhecer) devido à forte implantação flamenga, o lado paterno ostenta olhos verdes e azuis e cabelos loiros, eu herdei somente os traços lusitanos da minha mãe.
Algo raro para aqueles que cá vêm que residam em grandes cidades, algo desconhecido até, seria a autonomia - ou independência - em que vivia o meu tio, a carne que comia provinha de animais por ele criados, os legumes e as frutas das quintas e campos que cultivava, até o vinho e os licores eram de produção caseira, poucas concessões fez ao mundo moderno, que outro tio poderia exigir um eco-anarquista?
Depois de alguns anos sem o ver, as férias nos Açores têm sido raras e mal aproveitadas, tenho desfrutado mais da flora que da companhia dos meus amigos e familiares, em Fevereiro ocorreu uma reconciliação familiar (as partes materna e paterna da minha família nunca se deram propriamente bem, em Fevereiro fizeram um esforço para sanear esse passado), o relevo desta reconciliação foi tal que faltei ao baptismo do primogénito do meu melhor amigo, algo que ele e a esposa ainda estão a remoer.
Infelizmente passei apenas 6 dias nos Açores em Fevereiro, mais uma passagem que uma visita, aproveitei para partilhar alguns cálices de bom vinho tinto açoriano com o meu tio-avô, prometi que o revia brevemente... tal não ocorreu, de ânimo leve parti para o continente a contar com as próximas férias para compensar a família paterna da minha ausência.
Infelizmente já não terei a companhia do meu tio quando regressar à nação atlante, é um peso que vou carregar, mais um de muitos... Em Abril recebi um garrafão de vinho caseiro feito por ele, uma iguaria que agora me é muito mais cara, as mãos que o fizeram não farão mais nenhum...
Saúde! Passamos a vida a correr... e acabamos por não viver...

Segunda-feira, Maio 05, 2008

o nacional-anarquismo australiano: um caso de estudo


Vejo-me forçado a olhar com maior atenção para o que tem vindo a acontecer na Austrália, país no qual o nacional-anarquismo tem vindo a ganhar grande vigor graças aos esforços de Welf Herfurth, ex-NPD e ex-One Nation.
Creio que a minha surpresa advém do facto de Welf ser um libertário muito recente, há poucos anos ingressou na lista de discussão Nacional-Anarquista internacional quase por mera curiosidade, para ver que tipo de maluquinhos por ali andariam certamente e o que raios defendiam, recordo que ao início a participação do Welf era efémera, creio que intervinha mais quando discutíamos a qualidade de diversas variedades de cerveja (obviamente que a cerveja é uma componente vital da ideologia nacional-anarquista, e o vinho morangueiro do Pico obviamente cá nas terras lusas) e alguma notícia internacional.
Aos poucos o Welf apercebeu-se de que aquilo que defendíamos tinha muito em comum com o que ele próprio defendia, criou um blogue, posteriormente uma página, promoveu as nossas ideias junto dos seus conhecidos, amigos e camaradas na Austrália e voilá, dois anos depois a Austrália tem a mais bem organizada, activa e militante célula nacional-anarquista do planeta, algo que deveria envergonhar quanto baste os nacional-anarquistas originais radicados na Inglaterra, na Alemanha, na França, em Espanha e, sim, também cá em Portugal.
E pelas fotos podem verificar que bastam apenas um punhado de bons homens, 5 ou 6 homens (ou mulheres, porque também as há) sem medo de levarem umas bastonadas da polícia ou uns pontapés da esquerda convencional - cada vez mais perdida em causinhas da treta sem fundamento ideológico.
E nós por cá? Será que conseguimos concretizar algo do género? A única associação que inclui nacionalistas libertários está já em processo de dissolução, quando se comprovar o seu fecho os n-a vão para casa? Ou vão para as ruas?
Já existem disponíveis diversas t-shirts, autocolantes, cartazes e inclusive uma revista em língua inglesa para os curiosos (e em Portugal também temos editado a Revolução, já no seu terceiro número), libertários, antifas, nacionalistas... sem dogmas nem barreiras ideológicas artificiais, o futuro é nosso!

o nacional-anarquismo em marcha!


1º de Maio em Melbourne, antes de se juntarem aos anarquistas, sindicalistas e comunistas convencionais
Nacional-Anarquistas de Canberra e Sydney protestam a ocupação do Tibete pela China na passagem da Tocha Olímpica pela Austrália

rose tattoo - "man about town"


Os eternos Rose Tattoo estarão em Portugal no dia 9 de Julho, uma lenda ao vivo que não resisto em divulgar. Mais velhos que eu 3 anos mas ainda aí para as curvas, mais velhos, mais gordos e mais enrugados, mas ainda presentes e activos!

tempo


Ontem comemorei o meu 29º aniversário, algo simples uma vez que acabei por cancelar a festa de aniversário que tinha agendado, ao final do dia acabei por jantar apenas com alguns vizinhos. Tal como o Vítor estou também prestes a encerrar um novo ciclo e sinceramente o meu estado actual não é razão para comemorar nada.

Quarta-feira, Abril 30, 2008

murmúrios das profundezas - apresentação em beja


Infelizmente não poderei estar presente, como fora anunciado no programa provisório do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, na apresentação de Murmúrios das Profundezas, álbum de banda desenhada em homenagem a H.P. Lovecraft no qual colaborei com a adaptação do meu conto Chtulhu na Horta, parte doutro trabalho literário em progresso do qual darei conhecimento na devida altura.
A apresentação será dia 11 de Maio em Beja, infelizmente por razões laborais não estarei presente - uma pena já que a organização oferecia a estadia e as refeições para os dias 10 e 11 e não visito Beja desde que participei no Primeiro Colóquio Internacional sobre Arte Rupestre e Megalitismo, patrocinado pela Fundação Eugénio de Almeida já nem recordo há quantos anos, ainda ambicionava eu uma carreira académica antes de aceitar a realidade da minha classe social.

já nas ruas: "revolução" #3

Segunda-feira, Abril 21, 2008

ele há coisas...

Tenho uma mania (ou crença) um pouco bizarra, felizmente não sou o único uma vez que o Frederico também menciona de quando em vez que alguns livros nos escolhem e não nós a eles, que consiste em vaguear por qualquer livraria que surja no meu caminho sem procurar nada em especial, nenhuma obra, nenhum autor, e acabo sempre por encontrar (ou por ser encontrado) por alguma obra relevante, assim foi para o Nós de Zamiatine, a biografia de Karl Marx de Roger Garaudy e uma infinidade de livros que constituem a minha biblioteca.

Já tinha conhecimento da obra por via do blogue do Nonas, e ontem por mero acaso em vez de ir a uma bomba da Repsol - nas quais atesto o meu carro desde 2004 uma vez que a empresa onde trabalhava me tinha dado um cartão de consumo a crédito na mesma e como sou uma criatura de hábitos apesar de me ter despedido ainda vou às mesmas Repsol como antes - optei por variar um pouco a rotina, parei na primeira bomba que me surgiu quando notei que a gasolina estava já na reserva e quando fui ao balcão pagar a extorsão a que os resíduos tratados dos cadáveres de outrora estão sujeitos e o seu preço já em si inflacionado (sabem que 60% do preço da gasolina são impostos?) deparei-me com o discurso A Maior Luta da História, de Adolf Hitler, ali entre os donuts empacotados e as revistas cor-de-rosa... algo inimaginável nos meus tempos no MQNE (Movimento Que Nunca Existiu), a banalidade de encontrar um discurso do Hitler numa bomba de gasolina, como se de um best seller se tratasse, recordou-me que andam aí no mercado literalmente dezenas de livros sobre o Salazar... será que o "fássismo" voltou definitivamente à moda? E dá lucro? Deve dar, até os antifascistas andam a publicar obras "fássistas"... não encontro outra explicação...
Ah, e comprei o livreto!

Quarta-feira, Abril 16, 2008

olha quem ele é!!!

Na última edição do semanário Tribuna das Ilhas notei que o meu velho camarada de armas (actualmente militante activo do Partido Socialista, as voltas que a vida dá) Marco Rosa está na blogosfera, conheçam o Desconjuro, já para as minhas ligações.

Terça-feira, Abril 15, 2008

got news?


Infelizmente com o meu novo emprego (muito mais desgastante fisicamente e mais mal pago que o anterior - algo tão comum na era moderna, quanto mais se soa menos se ganha) sobra-me pouco tempo para escrever, resultado incomodativo para as publicações em que escrevo ou com as quais me comprometi a escrever, infelizmente não há muito que eu possa fazer, acordo cedo, chego a casa tarde, no trabalho e no caminho para e do trabalho despendo 13 horas diárias, as restantes gastam-se com a namorada (que se queixa da falta de tempo a dois), a preparar a marmita ou a dormir, dificilmente se poderá dizer que sou um revolucionário estando as coisas como estão, vivo para trabalhar e trabalho para pagar a dívida ao banco, uma vida simples e despojada de qualquer sentido, na hora de almoço folheio algumas das dezenas de revistas eco-anarquistas e nacional-anarquistas que tenho recebido da Inglaterra e sinto que realmente é um bom ideal, mas sem a segurança de um tecto sobre a cabeça nada há a fazer actualmente, há que sobreviver agora para conseguir agir aquando do colapso que nunca mais chega.
Quem me mandou a mim ser working class? Infelizmente já estou um pouco velho e gasto demais para afogar as frustrações duma vida sem sentido em concertos e canecas de cerveja, de qualquer modo brindo-vos com a No Shame dos Perkele em pleno concerto (para versão mais audível carregar aqui).

Domingo, Abril 13, 2008

asa - "fire on the mountain"

Na falta de tempo para escrever deixo-vos esta sugestão do Frederico (e aproveito para vos sugerir que passem pelo No Media).

Terça-feira, Abril 08, 2008

crass - "white punks on hope"

Sábado, Abril 05, 2008

haja nostalgia... "no future"!


Hoje por mero acaso 'zapei' por um canal musical e deparei-me com este verdadeiro hino da minha juventude causada pela onda de calor que aí tem andado, na ultima semana tenho andado um pouco nostálgico com a minha juventude - aproxima-se uma qualquer crise de meia idade certamente.
Ah a cerveja gelada, as miúdas quentes e os festivais de Verão que nos "obrigavam" a andar embriagados quase dois meses e a saltitar de ilha para ilha de mochila e tenda às costas...

Segunda-feira, Março 31, 2008

haja orgulho...


I've got a heart full of pride, and you can never take the pride away from me.
That feeling makes me full of strenght,
It makes me want to live and fight for what I am

I've got a flame in my heart that never dies,
I got a heart full of pride

I've got a heart full of strenght, a strenght build with pride is keeping me alive
it makes my life worth fighting for,
and I will never think that I'm worthless anymore

Perkele

Ou há outro antídoto para nunca nos submetermos?

hora de ir trabalhar sem ganhar o pão...

A disposição nas últimas semanas tem sido esta, na voz de Johnny Cash, sinto-me ferido com o modo como este país vai, com o modo como o patronato aqui funciona, como os sindicatos não defendem os trabalhadores, com o modo como a banca preda livremente o suor dos trabalhadores e, mais que tudo isso, sinto-me ferido por testemunhar a ausência de alternativas viáveis e a má qualidade moral e espiritual dos que, supostamente, defendem alternativas ao sistema, da direita à esquerda passando por todos os centros possíveis e imaginários... quem me vende uma onça de esperança?

I hurt myself today
to see if I still feel
I focus on the pain
the only thing that's real
the needle tears a hole
the old familiar sting
try to kill it all away
but I remember everything
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt

I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of thorns
upon my liar's chair
full of broken thoughts
I cannot repair
beneath the stains of time
the feelings disappear
you are someone else
I am still right here

what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt

I will let you down
I will make you hurt

if I could start again
a million miles away
I would keep myself
I would find a way

bravo, putin!


Um artigo de Israel Shamir a merecer uma vista de olhos:

Finalmente, o presidente russo disse o que pensam muitos na Rússia e no esclarecido Ocidente. A notável intervenção de Putin em Munique produziu uma impressão explosiva como uma bomba. Havia muito que ninguém dava uma resposta aos líderes americanos: “Por que razão em cada caso apropriado era preciso bombardear e disparar?” Havia muito que ninguém vocalizava o principal problema dos nossos dias: “Ninguém se sente em segurança, porque ninguém pode escudar-se por trás do direito internacional, como se ele fosse um muro de pedra!”

O discurso de Munique foi um acontecimento importante, em primeiro lugar, porque o protesto contra a ditadura americana, contra o império americano, contra o mundo unipolar, atingiu a maturidade. A todos incomodava “um só centro de poder, um só centro de força, um mundo de um só dono, de um só soberano”, segundo as palavras de Putin. Na Europa, este protesto une tanto os pensadores nacionais, como as camadas sociais activas, isto é, as da esquerda e as da direita. Pode dizer-se que a referência ao Império Americano se tornou o principal critério da actualidade, relegando para o passado as velhas dicotomias. Como descrevia Evgeni Schwartz (1), os louros da vitória sobre o dragão nazi trouxeram o burgomestre americano. A intervenção do presidente em Munique ressoou como a voz de Lancelote na restauração pelo burgomestre do reinado do dragão. continuar a ler»»»

Sábado, Março 29, 2008

por um novo portugal

praise him fest

Quarta-feira, Março 26, 2008

novas ligações

Hoje adicionei três novas ligações atlantes, duas mais à direita (o meu ex-presidente nos tempos da Juventude Centrista/Gerações Populares nos Açores e actual deputado independente mas simpatizante do PND - não fôssemos os dois antigos "monteiristas", Paulo Gusmão, e o meu amigo, ex professor e também antigo dirigente do CDS/PP actualmente no PPM, Paulo Estêvão) e uma mais à esquerda (a minha amiga e activista do PCP Açores, Ana Loura).
Políticos honestos de três forças distintas e radicados nas ilhas Corvo, Santa Maria e São Miguel cujos blogues merecem visita atenta e que marcaram, de um modo ou outro, o meu percurso ideológico - que foi lento e moroso, "de baixo e para a esquerda" nas palavras do Subcomandante Marcos.

Domingo, Março 23, 2008

regresso das "letras de controlo"


Uma vez que a manutenção por aqui tem sido nulo e já começam a surgir comentários de "spam" (e também porque o comentador habitual começou a comentar aqui e aqui) regressam as "letras de controlo" aos comentários.

quase me esquecia...

Também tenho estado a ver A Feira da Magia, uma extravagância capitalista certamente: cada episódio custou a módica quantia de 4 milhões de dólares, repito: quatro milhões de dólares... o efeito final é extremamente agradável à vista, mas porra...
Bom, estou também a colaborar em duas novas revistas (as duas internacionais, uma em língua inglesa e outra em português de ambos os lados do Atlântico) sobre as quais darei mais pormenores quando os houver, é uma questão de se manterem atentos...

a ver ainda

A 4ª temporada de "Perdidos", depois de uma péssima terceira temporada a quarta temporada (pelo menos os primeiros cinco episódios) aguçaram-me plenamente o apetite e o interesse despertado pelas primeira e segunda temporadas (a terceira certamente padeceu com a greve de argumentistas que assolou Hollywood).
Devido à falta de tempo com vários projectos pendentes e um novo emprego com um horário laboral quase decente (onde não faço noites mas onde não tenho nem fins-de-semana nem feriados) mas sem acesso a computador o blogue mantém-se em plano secundário, e com o modo como as minhas finanças vão de mal a pior qualquer dia vou abdicar da internet em casa.